Até a paisagem muda… Que direi eu? Por exemplo, aquela árvore no meio do parque, fincada numa fina camada de área gramada, de tronco e galhos finos, mudou. As folhas caíram, os galhos agora existem sozinhos, tão finos e pontiagudos quanto podem ser. A introspecção de alguém que de quando em quando permite o olhar morar Em cada extensão desse lugar. Se uma árvore e seus galhos conseguem ser belos sem sua folhagem Serei assim também eu. Até a paisagem muda… Que direi eu? Esses risos ecoados pelo parque, da juventude abundante nos rapazes, A bola estão a chutar, para lá e para lá Cá somente o olhar da virtude de enxergar O mundo presente na simplicidade. A paisagem muda… Que direi eu? Daqui do ordinário, evocadas do meu imaginário Surgiram algumas expressões oriundas Do meu sensível espírito.